black blue and yellow textile

Talvez o início da minha poética... será?

Entre luz, sombra, cor e silêncio, revisito o período em que aprendi a olhar com atenção e a criar com intenção. Este é um mergulho nas memórias e nos estudos que deram forma ao meu processo criativo e à identidade artística que continuo construindo.

Autor: Pâmela Peixoto

07/02/2026 ás 00:56

Início de ano, início de semestre. Aquela (às vezes) empolgação de começar um novo curso, estudo ou algo do tipo. E, todo início de semestre, eu ficava animada para ver quais cursos de artes estariam disponíveis.

Entre 2015 e 2017, frequentei a Escola de Artes SICA, na cidade de Pará de Minas. As vagas eram bastante disputadas (rsrs). Eu nunca consegui fazer um curso de pintura em tela, mas, por sorte, consegui o de desenho.

Tive dois professores que marcaram profundamente minha vivência artística: Erica Gaede e Eduardo Libério. Confesso que a primeira sempre me deixava um pouco curiosa e pensativa. Ela era peculiar, transmitia algo diferente, uma visão mais sensível da arte, sempre dando significado aos mínimos detalhes. Agradeço imensamente a esses dois professores pelos ensinamentos. Creio que eles tenham sido base para a minha poética, pois, através das aulas, conversas e trocas, pude enxergar a arte de outra forma, não apenas como um simples hobby.

Foi ali que comecei, de fato, a parar de copiar desenhos e a de fato criar. Obviamente, ao longo do tempo, fui mudando minhas criações, pesquisas, suportes e minha própria poética. Fiz aulas de desenho, sombra, luz, cor; desenhei muito com lápis de cor. Meu primeiro lápis “profissional” foi uma caixa de Staedtler aquarelável, por indicação da professora Erica. Na época, achei aqueles lápis super diferentes e me senti profissional (hahah).

Acredito que hoje sou boa com cores por causa das dezenas de aulas colorindo flores e outros exercícios parecidos. Isso me ajudou bastante.

Pode parecer clichê. Algumas pessoas podem pensar: “Mas é só uma aula de desenho, como qualquer outra.” Mas digo que não. Já frequentei outras escolas, tive outros professores, e a Escola SICA tem algo diferente. E vou dizer o que, na minha opinião, torna aquele lugar especial.

Claro, os professores são excelentes. Mas existe também toda a arquitetura, a paisagem, a natureza… e os gatos (hahah). Apesar de eu não ter sido uma aluna super frequente, tanto que os professores talvez nem se lembrem de mim, sempre gostei de estar ali.

A sala de desenho era muito iluminada, com uma grande porta de madeira e uma vista impecável do quintal, totalmente arborizado (veja na foto abaixo).

Processos antes das obras

Era um ambiente extremamente tranquilo, e o tempo voava, para o nosso desprazer. As turmas tinham poucos alunos, o que tornava tudo ainda mais agradável e permitia que os professores dessem suporte a todos. Acho que o próprio espaço já era inspirador.

Faz muitos anos que não vou à escola, mas tenho vontade de refazer todo o trajeto, com uma playlist de Novos Baianos e, principalmente, o álbum Falso Brilhante, de Elis Regina. Só de ouvir Velha Roupa Colorida, já me transporto para o ano de 2016, a caminho da aula de desenho.

Quem sabe isso não aconteça de novo?

*Vou deixar aqui algumas fotos de desenhos e treinos que fiz na época.

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